Receber uma renda crescente com dividendos parece o sonho de qualquer investidor. Afinal, quanto maior o dividend yield, melhor, certo? Nem sempre. O especialista em ações Ben Reynolds, fundador da Sure Dividend, alerta que rendimentos excepcionalmente altos podem ser um sinal de risco, e não de oportunidade. Até mesmo contradizendo sua famosa frase, “se algo parece bom demais para ser verdade, geralmente é”.
O perigo dos dividendos elevados
No mercado americano, um dividend yield de 4% já é considerado atrativo. No Brasil, onde a volatilidade e os juros são mais altos, a expectativa é ainda maior. Nos últimos 12 meses, o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 apresentou um dividend yield médio de 9,89%, segundo a Elos Ayta. Mas será que isso significa ganhos sustentáveis no longo prazo?
Nem tudo que reluz é ouro
Quando uma empresa oferece dividendos muito altos, é natural que investidores corram para comprar suas ações. Isso eleva o preço do papel e, consequentemente, reduz o dividend yield. Se a taxa de retorno continua elevada, pode ser um indício de problemas no balanço ou dificuldades futuras de pagamento. Como alerta Reynolds, “se algo parece bom demais para ser verdade, provavelmente é”.
O segredo está na consistência
A melhor estratégia para quem busca renda passiva confiável é priorizar empresas com histórico sólido e sustentável de pagamento de dividendos. Negócios que crescem e se adaptam a diferentes cenários econômicos tendem a manter suas distribuições ao longo do tempo.
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