Os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação dispararam em janeiro, impulsionados pela queda das taxas de juros futuras após o pico de dezembro. Investidores que entraram na hora certa já colheram bons retornos com o efeito da marcação a mercado. Mas será que ainda há espaço para aproveitar essa onda?
“O mercado é movido por ciclos. Quem entende isso, ganha dinheiro.” – Howard Marks
O que está acontecendo com os prefixados?
Segundo a Anbima, o índice IRF-M 1+, que acompanha os títulos prefixados com vencimento acima de um ano, subiu 3,41% em janeiro, revertendo perdas e acumulando alta de 5,06% até março. O fenômeno beneficiou quem comprou esses papéis no final de 2024, quando os juros estavam mais altos.
Oportunidade ou risco?
Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno ao E-Investidor, alerta que a continuidade desse movimento depende da condução da política fiscal do governo. Se o cenário fiscal piorar e os juros futuros voltarem a subir, os prefixados podem desvalorizar no curto prazo. O Boletim Focus projeta uma inflação de 5,68% para 2025, acima da meta, e uma Selic de 15% ao ano, o que pode impactar os títulos.
Quanto esses títulos podem valorizar?
Se a Selic cair dois pontos percentuais até 2026, um Tesouro IPCA+ 2035, que hoje paga IPCA + 7,65%, pode subir cerca de 20%, segundo estimativas da Suno. Já um Tesouro Prefixado 2032, com taxa de 14,61% ao ano, teria valorização aproximada de 15%.
E se os juros subirem?
O efeito da marcação a mercado funciona nos dois sentidos. Se a Selic subir, os títulos podem perder valor no curto prazo. Por isso, prefixados são mais indicados para quem pode segurar o papel até o vencimento.
Ainda vale a pena investir?
Para quem pensa no longo prazo, os títulos atrelados à inflação continuam atrativos. Com taxas acima de 7%, o Tesouro IPCA+ oferece proteção contra a inflação e ganho real elevado. Especialistas recomendam uma alocação de 7% a 20% do portfólio nesses papéis, dependendo do perfil do investidor.
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